“Quando você não aparece de forma alguma em qualquer parte dos meus dias as coisas ficam incompletas, sabe? Quando eu vou dormir não é como se eu estivesse fechando o meu dia - aquele dia nunca será fechado porque você não esteve nele - é como se eu estivesse querendo viajar para uma dimensão na qual você se encontre, para que eu possa, simplesmente, ver que está tudo bem com você e, enfim, dormir em paz. E se você ainda é tolo de achar que gostamos igual, eu te digo: se a ausência doesse em você metade do que dói em mim ela não existiria. Se as coisas fossem iguais, neste momento você estaria escrevendo sobre a dor da minha falta ou, pelo menos, pensando nela. Mas, não. E, é quando eu penso sobre tudo isso que vejo que não tem porquê a tua ausência me doer tanto, porque, na verdade, a sua presença não existe nunca - pelo menos não de forma recíproca. A sua presença será sempre incompleta por você ter se deixado fazer ausente e não sentir metade do que eu sinto. Eu me pergunto se vale a pena sangrar pela falta de alguém que, mesmo presente, sempre será ausente para mim. E, enquanto eu não acho respostas para isso tudo, continuo aqui enlouquecendo e inventando a sua ausência, a sua presença e a sua existência dentro mim.”
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